
O indivíduo que apresenta a síndrome Acondroplasia, segundo Umera(2002) apud Rocha e Wagner (2018) apresenta as seguintes características:
(...)baixa estatura, deformidades da coluna vertebral, macrocefalia, mãos com dedos curtos e grossos em formato de tridente ( separação entre o terceiro e quarto dedo) proble
mas de saúde normalmente ligado a acondroplasia incluem, apneia, obesidade e infecções recorrentes do ouvido médio. Na infância, esses indivíduos tendem a desenvolver problemas na coluna vertebral além de outras complicações mais raras e graves. A inteligência, capacidade intelectual é mantida em pessoas com acondroplasia.
Dessa maneira, como tem dificuldades de fazer atividades físicas por suas limitações corporais e por estarem suscetíveis a queda, os indivíduos com acondroplasia apresentam obesidade também.
Como apresentam baixa estatura e características físicas da síndrome, muitas vezes sofrem preconceito e são excluídos da comunidade que estão inseridos, por falta de conhecimento dessas pessoas. Além de todos esses problemas, ainda tem as limitações dos materiais e edificações no ambiente em que estão inseridos:
Estas complicações clínicas e sociais que as pessoas com nanismo acondroplasia sofrem, podem vir a acarretar em distúrbios psicológicos no decorrer de sua vida devido sua própria insatisfação em relação a sua aparência física perante a sociedade. (CERVAN, 2008). Entretanto, a auto- estima, é uma das principais fontes para a aceitação das incapacidades. E, essa boa aceitação na sociedade, provavelmente refletirá numa melhor auto-estima e habilidades individuais, facilitando assim, a uma melhor integração na sociedade. (DICHETCHEKENIAN V, MARCONDES E, CLAUDETTE; 1987).
Segundo Cervan, (2008), a discriminação da sociedade, está relacionado a falta de conhecimento sobre a deficiência, e de reconhecimento dessas pessoas como cidadãos, somadas a configuração da infra estrutura e da arquitetura (geralmente baseada no padrão do homem médio) e a ausência de acessibilidade em produtos, ambientes e serviços, acabam contribuindo para a manutenção tanto do preconceito quanto para a exclusão social. A falta de acessibilidade causa impacto negativo na autonomia, segurança e conforto, nas relações interpessoais e condições de saúde (CERVAN,2008, DICHETCHEKENIAN V, MARCONDES E, CLAUDETTE; 1987 apud ROCHA,2018).
O jornal de Psiquiatria, (Cervan, Silva, Lima, Costa, 2008), dissertam sobre a qualidade de vida de indivíduos acondroplásicos. Estes, como já nascem com a síndrome, frequentam grupos de apoio em que podem ter sua autoestima elevada, pois são pessoas que se encontram na mesma situação e encontram forças para superar esses obstáculos e sentimento de exclusão social. Ainda citando Koenig, alguns buscam a religiosidade para se apoiar e ter apoio da comunidade, se sentindo incluídos nesses grupos.
De acordo com Gollust et al.21, as principais desvantagens citadas pelos acondroplásicos não são suas limitações físicas, mas sim a percepção da sociedade frente às suas condições. Muitos relataram provocações, grosserias, discriminações, entre outras formas de preconceito, como sendo as piores dificuldades encontradas para o envolvimento com a sociedade, o que prejudica o convívio social.
Com isso, tais fatores podem influenciar na QV dessa população, que inclui uma variedade de condições que podem afetar a percepção desse indivíduo, suas relações interpessoais e o ambiente em que ele vive, incluindo, mas não se limitando apenas à sua condição de saúde (GOLLUST apud CERVAN, SILVA, LIMA, COSTA, 2008).
Dessa maneira, discussões acerca do convívio com indivíduos acondroplásicos devem ser desenvolvidas, de modo que as informações e conhecimentos de o que é e como se desenvolve ao longo da vida essa síndrome, ajustando os ambientes, elaborando materiais, mudando olhares acerca e frente a esses indivíduos que tem direitos de ter uma qualidade de vida como qualquer outra pessoa da sociedade que convive e tem acesso aos bens culturais, se enxergando como pessoas participantes dessa.